Jogos artísticos

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Jogos artísticos são jogos feitos para serem contemplados e feitos para que o jogador sinta uma sensação ou entenda uma ideia. Meus amigos mais próximos fazem outro tipo de jogo: o jogo como produto.

A diferença é que o jogo como produto tem como principal objetivo lucrar. Agora, não é porque o jogo tem um objetivo de lucrar que ele não pode ter elementos artísticos, mas só tô falando que a arte é deixada de lado ou pelo menos filtrada para tirar as partes que os jogadores vão odiar ao ponto de reembolsar. A mesma coisa funciona para os jogos artísticos: o lucro é desejado, porém fica em segundo plano.

A minha maior inspiração nesse quesito é o Braid do Jonathan Blow, um game designer genial mas que geralmente é taxado como elitista por ter uma baixa tolerância com erros, o que eu não gosto, mas também não faz dele um elitista, ok? Ok.

O Braid foi um sucesso de vendas, e ainda sim é um jogo artístico. Agora, uma confusão comum que eu tive é falar que jogos artísticos não tem game design, isto é: não é divertido ou não tem uma estrutura definida. Muito pelo contrário, os jogos artísticos tem o puro suco do game design, que na minha opinião é a quebra de expectativa sobre o jogo. Se o seu jogo é previsível, provavelmente ele é ruim. Eu não digo previsível nas regras, mas digo um jogo que seja vazio de surpresas ou estímulos.

Um jogo feito apenas para vender pode ser bom, mas eu não concordo com isso nem no pior caso. A maioria das pessoas desejam uma experiência que vai além de:

  1. Gastar 2,29 no jogo

  2. Jogar até acabar

  3. Dar review

  4. Repetir

E eu acho que, até no ponto de vista do mercado, estão faltando jogos realmente artísticos e que focam em dar experiências e não receber dinheiro. Jogos que são artísticos são normalmente feitos por pessoas que não tem nada a perder porque estão no fundo do poço. Eu não tenho capacidade de explicar isso, então, se você souber inglês eu recomendo o canal Design Theory e o seu vídeo sobre como a sociedade mata a criatividade.

Eu tenho um projeto, o sausage cat. É um jogo sobre um gato que pode esticar e tem o formato de uma salsicha. Antes de refletir, eu queria muito fazer um jogo como produto, pois eu gosto de dinheiro, mas percebi que: esse jogo seria uma bosta se fosse um puzzle sokoban genérico com 100 fases. Então por isso eu decidi fazer uma versão expandida dele, o jogo ainda vai ser lançado e ainda vai se chamar sausage cat.

Primeiro mês de trabalho!!!

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Olá, mundo!

Hoje eu vou falar sobre como foi meu primeiro mês de trabalho na empresa, como está sendo o meu desempenho e o que eu imagino para meu futuro dentro e fora dela.

Bem, continuando a história (veja o post “Primeira semana de trabalho” para ter um contexto melhor) eu continuei programando o projeto. Nesse meio tempo o ClickUp atualizou para a versão 3.0 (e ainda estou tentando me adaptar a ela) e aconteceram muitas coisas na minha escola também. Caso não saiba eu estou no segundo ano do ensino médio noturno e por isso fica bem difícil gerenciar o meu tempo.

Eu diria que a primeira etapa do projeto, a pré-produção, está quase pronta. Na empresa temos duas boards de tarefas: a produção e a pré-produção. 

A board de pré-produção engloba todo o código necessário para fazer o jogo rodar como software e para que o game designer possa mexer no projeto confortavelmente. 

Já a board de produção é a produção final do jogo. Aqui entra o polimento dos visuais, do código, da UI/UX e muito playtesting. Eu espero chegar na produção até a segunda semana de dezembro.

Porém, eu estou considerando a possibilidade de sair da empresa (depois de terminar esse projeto, claro) para focar nos estudos. Eu fico triste em dizer isso pois eu estou gostando bastante de trabalhar aqui, mas eu preciso passar em alguma universidade para aprender/fazer networking e possivelmente voltar à empresa depois 😉

 

Aprendendo C com o Handmade Hero!

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Olá, mundo!

Recentemente eu
venho acompanhando a incrível série de vídeos Handmade Hero feita
pelo Casey Muratori no seu canal Molly Rocket e eu quero falar sobre
o que eu estou aprendendo e como estou aprendendo isso.

Eu tenho que dizer
que pulei as streams introdutórias pois eu já sabia o básico de C
(ou, pelo menos, eu achava que sabia). Foi um erro, pois eu perderia
bem menos tempo caso eu tivesse assistido todos os episódios
introdutórios. Mas okay, vamos direto para o real primeiro episódio
da série. Bem, na verdade eu pulei ele também pois eu usaria o
Visual Studio. Esse primeiro episódio era sobre configurar o
compilador, mas com o Visual Studio ele já vem configurado.

Okay, no segundo
episódio eu aprendi a como abrir uma janela usando a API do Windows.
Foi um pouco difícil de fazer, mas, e isso vai se repetir, eu só
aprendi quando decidi fazer sem acompanhar o vídeo. Quando eu saio
do tutorial, seja reimplementando algo visto nele ou implementando
algo novo, eu definitivamente aprendo.

Outra dica é usar o
Visual Studio e seu Debugger, pois ele vai te ajudar a entender as
variáveis e seus tipos que, acredite, não são nomeadas de forma
intuitiva. Por exemplo, você não saberia o que é um LPCSTR no seu
primeiro dia, pois é uma abreviação para “Large Pointer to a
Constant String”.

Depois disso, parti
para alocar um buffer de bitmap usando o GDI, que hoje em dia não é
mais utilizado porém para propósitos educacionais é uma benção.
Aprendi como funcionou só depois de refletir no código que escrevi.
Basicamente, o Casey usa o 32 bits para cada pixel, 2 para vermelho,
2 para verde, 2 para azul e 2 que servem apenas para preencher o
espaço vazio. Inclusive, no dia que escrevo esse roteiro é o dia
que eu consegui fazer esse buffer sem ver o tutorial. Foi complicado,
mas foi.

No sexto episódio o
Casey mostrou como carregar o Xinput para gamepads. Aprendi por conta
própria como carregar essa biblioteca dinamicamente com uma DLL e
senti que de fato eu estava ficando melhor.

Depois disso, decidi
divergir um pouco do tutorial pois ele usava DirectSound, que é
velho e ruim. Um membro do Handmade Network, uma comunidade que foi
criada com base no Handmade Hero mas agora é independente, me disse
para usar WASAPI. Desde então eu venho tentando implementar isso,
parece que eu consegui iniciar tudo certinho porém não consigo dar
o output no buffer de som. Edit: Consegui! Eu não estava pensando no
hardware. O som só é produzido se tiver vibração e eu estava
escrevendo um valor constante.

E é basicamente
isso, espero que tenham gostado e até mais!

Primeira semana de trabalho

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Olá, mundo!

Dia 23/10/2023 foi o meu primeiro dia no meu primeiro emprego. Sou um Desenvolvedor de jogos júnior e hoje venho aqui contar sobre minha primeira semana de emprego.
No primeiro dia eu fui apresentado à pipeline de produção da empresa. Fui apresentado ao sistema de daily reports. No fim de cada dia eu faço pelo menos um commit no repositório do projeto e faço um resumo do que eu fiz no dia. Eu gosto bastante desse sistema e minha média de tarefas é de cinco (médias) por dia. Desejo aumentar essa média.
No segundo dia eu comecei de fato a programar, comecei os sistemas básicos do jogo. No terceiro dia, além de desenvolver, comecei a socializar com os meus colegas, eles são bem legais. O quarto foi a mesma coisa que o segundo. No quinto eu fui apresentado ao Producer, ele é muito capacitado e também é novo na empresa. Nos dias 6 e 7 eu fiz o padrão do dia 2.

Potion: o meu clone de Notion

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Olá, mundo!

Venho aqui compartilhar meu novo projeto: o Potion. Ele é um clone de Notion feito pra web sem frameworks (até porque eu não sei nenhum)
Por enquanto ele tem apenas a função de escrever, apagar e criar headings usando sintaxe markdown. Além disso, ele tem vários bugs ao deletar caracteres.

Aprendendo C!

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Olá, mundo!

Neste post irei
falar sobre meu processo de aprendizado. O foco será meu atual
aprendizado da linguagem C. Devo dizer que eu não tenho uma rotina,
muito menos acho que isso é efetivo e produtivo, mas estou
trabalhando para começar uma.

Agora estou fazendo
pequenos programas em C usando um documento da 42SP que achei no
GitHub. Trata-se do documento oficial da piscina, o processo seletivo
deles, Nele o aluno deve criar sua própria biblioteca de C usando
apenas a função write que inclusive nem está em nenhuma biblioteca
de tão básica que é. Isso é interessante, pois todos aprendemos
com printf, mas não conhecia essa função até abrir o documento e
começar a programar (acho que esse é o intuito do uso dessa função
na piscina).

Até agora fiz as
quatro primeiras funções propostas e fiz uma extra que tive vontade
de fazer. A extra escreve a tabela ASCII no terminal também usando o
write. Confesso que estou com dificuldades na função de imprimir
combinações de números, principalmente na hora de evitar a
repetição dos 3 algarismos em ordens diferentes.

Olá, mundo!

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Olá! Seja bem-vindo ao meu blog.

Aqui eu posto sobre desenvolvimento de jogos e desenvolvimento web. Na verdade não gosto de me prender a um ou dois assuntos apenas; esse blog é sobre tudo o que eu gosto.
Não tem mais nada para ler aqui.